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 O que é o Parapente?

Asa, antepassado do Parapente. Réplica da asa de Dave Barish.

 

O Parapente é uma modalidade desportiva de voo livre, a par da asa delta.

Segundo algumas opiniões este desporto terá tido início em 1965. Começou por ser uma forma encontrada por alguns alpinistas para descerem as montanhas de uma forma mais rápida e confortável após subir a encosta. Mais tarde, alguns paraquedistas divertiam-se a descer encostas nos seus pára-quedas: isto evitava o pagamento da subia em avião, sempre bastante cara. Daqui deriva o nome PARAPENTE ( “para” de pára-quedismo e “pente” de encosta em francês). Posteriormente surgiu outra evolução quando pára-alpinistas resolveram encurtar a descida utilizando os pára-quedas desenvolvidos pela NATO, para lançar tanques a partir de aviões. Esses pára-quedas revolucionários imprimiam uma velocidade horizontal, de forma a que a chegada ao solo fosse mais suave.

Esta modalidade de voo livre chegou à Europa pelas mãos de Jean-Claud Bétemps e Gerard Bousson em 1978 e desde aí não parou de evoluir em segurança e performance. A modalidade foi evoluindo até se ter tornado um desporto autónomo por direito. Actualmente pondera-se tornar o parapente modalidade olímpica!

Este tipo de voo vem conquistando progressivamente mais adeptos, em detrimento da asa delta. O parapente é mais simples de transportar e de armazenar, uma vez que se trata de uma asa flexível, por contraponto à asa delta que possui uma estrutura rígida, o que exige um carro maior para poder ser transportada no tejadilho,  e uma preparação mais complexa e demorada do que o parapente. Além disso, o parapente é mais barato do que a asa delta.

 O parapente tem a aparência de um pára-quedas, mas na realidade é diferente dele em vários aspectos.
 O principal é a sua forma de voar, pois este pode descolar de uma encosta (montanha ou falésia), previamente “inflado” (aberto), ao contrário do pára-quedas que se abre no ar após o salto do avião.
No pára-quedismo saltamos, no parapente descolamos. O pára-quedas apenas desce, o parapente voa verdadeiramente, podendo subir  até aos 3000 metros de altitude (pode subir mais, mas a partir desta altitude o espaço aéreo está interditado ao voo livre).
O voo livre em parapente é considerado como a forma mais económica, fácil e prática de voar, isto porque na realidade oferece facilidades que são indiscutíveis.

É um desporto seguro, se for encarado com a devida responsabilidade e se a aprendizagem for satisfatória. A meteorologia só é traiçoeira para quem não a conhece e fazer parapente sem curso é como andar de mota sem saber andar de bicicleta.
Não exige grande esforço físico, já que, uma vez inflado, o parapente não “pesa” pois desenvolve sustentação  assim que ganha velocidade, descolando após uma ligeira corrida.
O equipamento completo normalmente não pesa mais do que 15 kg e pode arrumar-se num saco (mochila) que cabe perfeitamente na mala de um carro.
O tempo de preparação não ultrapassa normalmente os 5 minutos, e o voo pode durar horas (o que acontece normalmente).
O local de aterragem pode ser tão vasto como um campo aberto ou tão simples quanto uns escassos metros quadrados de terreno.
Subindo em térmica podem-se atingir altitudes da ordem dos 3.000 metros, podendo percorrer dezenas ou centenas de quilómetros a partir do local de descolagem. O record nacional está actualmente em 480 kms!
O nível de performances do Parapente tem crescido continuamente e hoje em dia atingem-se velocidades de 50 ou mais km/h e planeios de 10/1.
O Parapente pode ser um misto de “relaxante” e “adrenalínico” sendo o piloto quem escolhe o que pretende. É relaxante na medida em que um piloto está sentado num arnês tipo “sofá” a apreciar a paisagem e “adrenalínico” se gostar de acrobacia (até looping é possível fazer em Parapente)…

O voo livre é um contacto com a natureza e uma experiência de elevação espiritual.

Esta modalidade desportiva tem tido um desenvolvimento exponencial em Portugal, terá começado no nosso país em meados de 1988 e desde então não tem parado de crescer, sendo há vários anos um desporto federado com vários clubes.
Ao nível nacional, a entidade que supervisiona a modalidade é a Federação Portuguesa de Voo Livre, por delegação na parte desportiva do IPDJ (Instituto Português do Desporto e Da Juventude)  e a parte aeronáutica por delegação da ANAC (Autoridade Nacional de Aviação Civil).

Nas competições nacionais o número de participantes é normalmente superior à centena. O espectáculo aéreo de muitas dezenas de asas no ar proporcionam momentos inesquecíveis de beleza e camaradagem.
As principais competições desenrolam-se em locais tão diversos como Linhares da Beira, Manteigas (Serra da Estrela), Larouco, Mirandela, Chaves, Castelo de Vide, entre outras.

Provas tão distintas, como sejam o Campeonato Nacional, até provas mundiais como o Paragliding World Cup, passando pelo British ou o Nórdico atestam as excepcionais condições que o nosso país oferece para a modalidade. No entanto não é necessário nem obrigatório fazer competição para voar. Quase sempre haverá um grupo de pilotos a voar nas praias ou montanhas de Portugal. Fora dos dias de tempestade, que felizmente são poucos no nosso país, há sempre onde voar!
Os locais de voo são tantos que Portugal é considerado o paraíso do Voo Livre pois as condições meteorológicas e os locais de voo são excelentes.

UonAir, porque voar… É mágico!